
Paulo Mariano, diretor de arte sénior n'o escritório, assina esta semana o ensaio "The I Behind the AI", publicado pela adobo Magazine, uma das principais publicações asiáticas dedicadas à criatividade, publicidade, design e cultura. O criativo foi o único representante de Portugal do MAD STARS 2026.
O texto tem origem na palestra apresentada por Paulo Mariano, sócio do CCP, no MAD STARS 2026, em Busan, onde o criativo integrou também o júri final da competição, no painel de "Traditional".
Em "The I Behind the AI", o autor parte de duas obras - um quadro de pontos de Kim Whanki e os cem milhões de sementes de porcelana de Ai Weiwei - para propor uma nova interpretação da sigla AI. Em vez de "Artificial Intelligence", sugere "Average I", o "eu mediano".
A ideia serve de ponto de partida para identificar cinco comportamentos que, segundo o autor, podem conduzir o trabalho criativo para a média: o incumbente, o intérprete, o ideador, o desatento e o imediato.
O ensaio aborda ainda as transformações recentes na indústria da publicidade, incluindo a fusão entre a Omnicom e a Interpublic, e recupera a sua experiência pessoal perante o desaparecimento das duas agências onde trabalhou no Brasil.
“A média não se parece com mediocridade. Parece competência, parece estratégia, parece velocidade. Escrevi este texto porque me apanhei nos cinco comportamentos que descrevo, e porque acho que não sou caso único”, afirma Paulo Mariano.
A publicação do ensaio surge num ano em que o diretor de arte reforçou também a sua participação no circuito internacional de festivais. Além do MAD STARS, onde integrou o júri final, Paulo Mariano fez anteriormente parte dos júris do New York Festivals, FIAP, Ad Black Sea e White Square.
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