
Pode uma Constituição ser também um retrato de um país? É essa a pergunta que está na origem de “A Nossa Constituição É a Mais Bonita do Mundo”, um projeto da Central Models que procura aproximar os portugueses de um dos documentos fundamentais da democracia através da fotografia, da linguagem e das pessoas.
Integrada na programação do Festival Política, que regressa a Lisboa entre 24 e 26 de setembro para assinalar os 50 anos da primeira Constituição da Democracia, a exposição parte de uma ideia original da agência Edson Tech & Soul e conta com a direção, produção e curadoria de Tó Romano e da Central Models.
O projeto reúne nomes de diferentes gerações e áreas da cultura popular portuguesa, entre atores, modelos e influencers. Paulo Pires, Ana Margarida, Margarida Corceiro, Virgílio Castelo, Carlos Ferra, Ana Andrade, Luísa Oliveira, Mauro Lopes, Catarina Maia, Luís Borges e Maria Miguel Silva dão rosto a dez fotografias assinadas por Frederico Martins, dos Lalaland Studios.
Mais do que reproduzir a linguagem institucional associada à Constituição, a exposição procura torná-la próxima. Através de rostos reconhecíveis e de uma abordagem visual contemporânea, cruza a beleza da língua, das pessoas e da própria lei, propondo uma leitura da Constituição enquanto documento vivo e reflexo de valores como liberdade, igualdade, dignidade e pertença.
“Participar numa celebração dos 50 anos da Constituição fez-nos sentir que, de alguma maneira, também fazemos parte dessa história”, afirma Tó Romano, diretor da Central Models, sublinhando a relação da agência com diferentes gerações e com as transformações da sociedade portuguesa.
A dimensão fotográfica é complementada por um filme conceptual da Show Off Mola, com produção de Alexandre Montenegro, que prolonga o projeto através do movimento, do som e da emoção.
Num momento em que a linguagem política pode parecer distante, “A Nossa Constituição É a Mais Bonita do Mundo” escolhe outro caminho: o da proximidade. Não pretende dizer aos portugueses o que devem pensar, mas convidá-los a conhecer melhor aquilo que lhes pertence.
Porque uma Constituição não existe apenas nos livros de Direito ou nas instituições. Também pode ser encontrada nas palavras que usamos, nos direitos que partilhamos e nas pessoas que dão rosto a uma sociedade.
Onde ver
Galeria Arte Graça, Lisboa
16 a 26 de setembro
Terça a domingo, das 15h00 às 19h00
A exposição integra a programação do Festival Política 2026, que decorre em Lisboa de 24 a 26 de setembro.



