As mulheres portuguesas, ao longo das várias fases da sua vida, demonstravam uma preocupação crescente com a saúde e o bem-estar. Esta preocupação era intensificada por uma pressão social constante para se sentirem e estarem bem consigo próprias, um ideal de perfeição que, muitas vezes, não encontrava eco na realidade das suas experiências. No entanto, existia um gap de conhecimento profundo e sistémico no que dizia respeito ao corpo da mulher. A ciência não o estuda adequadamente, a medicina frequentemente o ignora e, por vezes, os próprios profissionais de saúde desvalorizam as dores, as queixas e as dúvidas que surgem com as mudanças que ocorrem ao longo da vida feminina. Esta negligência institucional e social deixava as mulheres desprovidas de informação essencial sobre o seu próprio corpo.
Esta lacuna de conhecimento era significativamente agravada por uma tensão cultural omnipresente. A sociedade impunha um "silêncio dos bons costumes" sobre temas inerentes e naturais ao corpo feminino. Desde a primeira menstruação, passando pela sexualidade, os orgasmos, os desafios da amamentação, ou os incómodos e sintomas da menopausa, a perceção dominante era de que "não fica bem falar" sobre estas questões. Mais ainda, esperava-se que as mulheres "devem suportar a dor" em silêncio. Este tabu social representava uma barreira ativa e prejudicial à aquisição de conhecimento e à normalização de problemas que, na realidade, afetavam a maioria das mulheres. O resultado era um comprometimento generalizado da sua saúde e bem-estar em todas as esferas. A falta de conhecimento sobre a sua saúde reprodutiva era, portanto, identificada como uma das principais barreiras ao bem-estar da mulher, limitando drasticamente a sua capacidade de fazer escolhas informadas e de viver plenamente.
A Wells, reconhecendo a gravidade desta tensão e o impacto do desconhecimento, viu no mês da mulher, o momento ideal para reforçar o seu posicionamento no território do Bem-Estar e continuar a construir a marca a partir da narrativa iniciada em 2024, estabelecendo-se, de forma incontestável, como a marca das mulheres em todas as fases da sua vida. Após o sucesso do projeto-bandeira focado na Menopausa em 2024 – que já havia quebrado algumas dessas barreiras de silêncio – e com o projeto sobre a Fertilidade já planeado para o arranque de 2026, este seria um momento para comunicar com todas as mulheres portuguesas, de forma transversal.
A ambição da Wells para este momento estratégico ia muito além de uma mera comunicação transacional. A marca já havia lançado e desenvolvido uma plataforma digital de conteúdos rica e aprofundada, e agora, o grande desafio e oportunidade consistia em levar esse conhecimento de forma massiva e impactante às mulheres. Era um imperativo estratégico e social: a Wells queria tornar-se a voz que quebrava o silêncio imposto, a fonte de conhecimento que liberta e a parceira que capacita as mulheres para uma vida mais informada, livre e plena. Uma ambição que elevava a marca, transformando-a num agente ativo de mudança social e cultural, continuando o caminho de relevância e proximidade já iniciado.
"Falar sobre ti fica bem" não é só uma campanha, é um compromisso. Além do filme principal, a Wells dedicou uma segunda peça à fertilidade, um dos temas mais silenciados na vida das mulheres. Criou também um hub de conhecimento com informação clara, acessível e validada sobre cada fase do ciclo reprodutivo feminino (wells.pt/mulher), iniciou um estudo nacional com 1.200 mulheres entre os 16 e os 55 anos para mapear, pela primeira vez, as lacunas reais de literacia em saúde feminina em Portugal e lançou uma marca (Éme) focada em saúde menstrual. Com um investimento de 2 milhões de euros entre 2025 e 2026, a Wells não se limitou a falar sobre o corpo da mulher. Deu-lhe informação, ferramentas e espaço.
Com a ousadia de abordar questões sensíveis como a menopausa, a intimidade e o desejo, a Wells criou m uma comunicação autêntica que ressoou profundamente com as mulheres portuguesas. O sucesso é inegável e quantificável:
Eficiência Publicitária: A campanha registou uma Performance 'A', com um Impact Score impressionante de 76% (muito acima do benchmark global campanhas Wells de 62%) e um Poder de Persuasão de 70% (esmagadoramente superior aos 45% do benchmark global Wells). A mensagem não só foi compreendida por 86% da audiência (superando o Higher Benchmark campanhas Wells de 80%), como gerou um envolvimento de 64% (face a um benchmark campanhas Wells de 47%), demonstrando a capacidade da campanha em conectar-se verdadeiramente com o seu público.
Otimização Estratégica Multi-Meios: Através de um uso inteligente e coordenado da TV, Rádio e Digital, alcançámos uma eficiência notável. Em TV atingimos quase 90% do nosso alvo e no digital, o foco em alcance e eficiência, resultou num CPM para alcance 36% mais baixo vs campanha anterior enquanto as impressões aumentaram 15%. A fase de consideração digital foi revolucionária, com uma redução de 38% no CPC e 57% no CPS, ao mesmo tempo que a CTR disparou 18%, um testemunho da capacidade da campanha em conduzir tráfego de alta qualidade de forma incrivelmente eficiente.
Visitas ao Ecossistema de Páginas “Bem-Estar” e Landing Page “Bem-Estar Mulher": O ponto alto da campanha reside na performance das nossas landing pages e na sua capacidade de gerar valor direto. O ecossistema de páginas de Bem-Estar registou um crescimento massivo de 130% nas visualizações e, mais notavelmente a página "Bem-Estar Mulher" tornou-se o principal hub, com um aumento de 1.381% em visualizações e quase 3.000% em eventos, enquanto a página sobre "Menopausa" se destacou pela sua retenção excecional (8m 21s de tempo médio), provando que um conteúdo de qualidade aprofundada foi valorizado. A identificação de um interesse massivo em tópicos emergentes como "Masturbação Feminina” (com 9.6k interações) validou a nossa aposta em abordar todas as facetas da saúde feminina.
Em suma, a campanha "Institucional Wells 2025" não só quebrou barreiras no diálogo social, como entregou resultados sem precedentes. Foi uma demonstração clara de como a sensibilidade na comunicação, aliada a uma execução estratégica e otimizada, pode impulsionar o envolvimento, a compreensão da marca e, finalmente, gerar um impacto direto e mensurável.
Data de início de veiculação do trabalho
2026-05-19T05:07:52-04:00